terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Estabelecendo metas "

Se você não sabe aonde quer ir, como poderá chegar lá?

Esta é uma questão óbvia. Por isso, quando se planejam férias, escolhemos o local.

Porque, dependendo do local escolhido, selecionaremos o tipo de transporte, faremos reservas para hospedagem, providenciaremos a roupa adequada.

Quando se sai a passeio, escolhemos o local da mesma forma. Iremos ao campo, à praia, à casa de amigos?

Porque, justamente a partir dessa definição, ajustaremos horários, convidaremos essa ou aquela pessoa, faremos contatos preliminares.

De uma forma muito paradoxal, contudo, quando falamos de nossos objetivos existenciais, poucos têm metas bem definidas.

Essa é uma das causas de depressão, nos dias atuais.

A pessoa diz que quer ter uma vida normal, simplesmente. Mas, não estabelece o que seria essa vida normal. O que deseja para si.

O que gostaria de fazer?

Profissionalmente, o que pretende: onde deseja trabalhar, com quem, que cursos ainda planeja fazer, que aperfeiçoamentos almeja?

Pessoalmente, pensa em se casar, em ter filhos, em viver numa casa ou num apartamento, no campo ou na cidade, neste país, em outro país?

Culturalmente, deseja se aprimorar no estudo da arte, de outro idioma, artesanato?

Quando as perguntas surgem, as respostas quase sempre são evasivas: Sei lá, qualquer coisa, o que vier está bom.

Algumas pessoas se recusam a idealizar, a sonhar. Dizem que é para não sofrerem decepções.

Outras se dizem incapacitadas de sonhar seus próprios sonhos. Pensam em se realizar através de outras pessoas.

Ou que outras pessoas as façam felizes.

Eis a questão: se não há meta a atingir, se não há um objetivo a ser alcançado, como encontrar ânimo e energia para se viver com intensidade a cada dia?

Onde a alegria da conquista? Onde o sorriso da vitória? Onde o contentamento de se afirmar vencedor?

Sem meta não se vive. Simplesmente se obedece a automatismos.

É um adormecer psicológico que conduz a criatura a estados de indiferença, desânimo, descontentamento, até o desprezo pela vida.

Para se ter saúde é imperioso se ter um projeto pessoal, definindo exatamente o que se deseja.

Alcançar ou não é outra questão. Mas o importante é o esforço, a luta continuada.

Pensemos nisso e façamos uma análise de nossas metas, nossos sonhos.

Se até aqui estamos vivendo por viver, trabalhando, estudando, porque está no contexto em que nos movemos, façamos uma parada.

Reformulemos nossa vida. Elejamos ao menos uma meta a alcançar.

E não nos deixemos intimidar pelos anos transcorridos ou pelos muitos dias já vividos.

Sempre é tempo de aprender, de ser feliz.

Pensemos nisso!

"A palavra de Jesus"


No Seu semblante havia o resplendor do sol. Algo havia em Sua pessoa que emprestava força às Suas palavras.

Ele falava como quem tinha autoridade. Autoridade sobre todos: Espíritos e homens.

Ninguém que a Ele se comparasse. Os oradores de Roma, de Atenas e de Alexandria eram famosos, mas o jovem Nazareno era diferente de todos eles. E maior.

Aqueles possuíam a arte que encantava os ouvidos. Quando Jesus falava, os que O ouviam deixavam vagar o próprio coração por lugares antes nunca visitados.

Ele sabia falar de forma adequada a cada um. Narrava parábolas e criava histórias como jamais haviam sido narradas ou criadas antes Dele.

O Seu verbo desencadeava-se ora doce, ora enérgico, tal como as estações primaveris e as invernosas sabem se apresentar.

Falava das coisas simples, que todos entendiam, para lecionar as Leis Divinas e arrebanhar os Espíritos ao reino de Deus.

Suas histórias começavam assim: Um semeador saiu a semear... E enquanto discursava, os que O fitavam podiam assistir, à semelhança de prodigiosa tela mental, o homem, em plena madrugada indo ao campo, e espalhando as sementes...

Ou então era assim que falava: Um pastor contou seu rebanho, ao cair da tarde, e descobriu que faltava uma ovelha.

E todos lembravam a figura dedicada do pastor solitário, que passa em torno de nove meses, nos campos, com seu rebanho.

Ao anoitecer, coloca todas as ovelhas no aprisco, um abrigo de pedras, e ele mesmo se transforma em porta viva, deitado atravessado na única saída, protegendo-as.

Em Sua fala havia um poder que faltava aos brilhantes oradores da velha Roma e da Grécia.

Quando eles pronunciavam seus discursos falavam da vida aos seus ouvintes. O Nazareno falava da destinação gloriosa do ser, da vida que não perece nunca.

Eles observavam a vida com olhos humanos apenas. Jesus via a vida à luz de Deus e assim a apresentava.

Ele era como uma montanha que se dirigia às planícies. Conhecia a intimidade de cada um e individualmente atingia as criaturas, falando-lhes do que tinham maior carência.

Ninguém que O igualasse. Isto porque Jesus é maior do que todos os homens. Sua sabedoria vinha diretamente do Pai, com quem comungava ininterruptamente. Por isso mesmo, por mais de uma vez, expressou-Se afirmando: Eu e o Pai somos um.

* * *

Se Jesus é tão grande e Sua mensagem tão clara, por que, apesar de mais de dois milênios transcorridos, prosseguimos sem Lhe seguir os ensinos?

De que mais carecemos para que nossas mentes despertem e nossos corações se afeiçoem ao bem?

O tempo urge.

Pensemos nisso!

"Um encontro singular "

Na manhã apenas desperta, o homem se levantou. Na tristeza de que se sentia envolvido, olhou para o filho doente, que gemia no leito pobre.

A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse, com o mau humor habitual.

Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.

Um movimento inusitado, no entanto, lhe chamou a atenção. Eram gritos, correria. O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.

Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.

O homem parou a observar aquela cena e pensou que Aquele prisioneiro era muito mais infeliz do que ele próprio. As suas eram as dores morais: doíam por dentro. Mas aquela criatura Se apresentava machucada, sem forças, a carregar aos ombros um madeiro bruto e pesado.

Seus passos eram vagarosos, como num compasso de sinfonia fúnebre.

Arcado, a túnica que vestia arrastava-Se pelo chão, embaraçando-Lhe os pés, dificultando-Lhe ainda mais o caminhar.

Cireneu estava extático. O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz. Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.

Nisso, a voz de Roma, na aspereza de um dos soldados, lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.

Não que o soldado se condoesse da Sua dificuldade. É que tinha pressa de se desvencilhar daquela tarefa.

Cireneu foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas. Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.

Sentiu uma dor profunda no ombro e o olhar do auxiliado o penetrou. Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.

Jamais Cireneu haveria de esquecer aquele olhar. A dor no ombro aumentava. Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair.

As chicotadas da brutalidade O atingiram. Um pouco mais e o Cireneu teria o peso da madeira tosca aliviado. O homem a estava utilizando. Crucificado.

Cireneu aguardou-lhe a morte. Algo Nele o atraía, magnetizava-o .

Quando tudo se consumou, foi para casa e, porque chegasse de mãos vazias, a esposa o repreendeu.

Cireneu não revidou. Uma paz diferente tomava conta dele.

O filho veio correndo e o abraçou:

Estou bem, papai!

Cireneu recordou os olhos azuis da gratidão do homem que ele auxiliara. Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.

A mulher sentiu e se enterneceu. Uma delicada e sutil presença sentiram os três.

A vida de Cireneu se transformou. Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.

Curioso, no dia seguinte, foi indagar a respeito da identidade do condenado. Descobriu-lhe o nome. Chamava-se Jesus de Nazaré.

* * *

Quando Jesus penetra o coração da criatura, tudo se transforma. O deserto da solidão descobre o oásis do amor e abandona a tristeza.

As dores se amenizam. A paz se faz presente.

Jesus é sempre o meigo Pastor a convidar: Vinde a mim, vós todos que sofreis, estais aflitos e sobrecarregados...


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Ano novo"

Hoje é o dia que dá início a um novo ano.

É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização.

As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?

Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.

Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.

Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.

Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.

Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.

Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.

Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.

Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.

Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.

Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.

Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.

No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.

Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.

Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.

Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.

Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.

Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.

***

O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.

Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.

E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.

Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

"Desejo a você"

Existem poemas que demonstram grandiosa beleza e a profunda sensibilidade de seus autores. Dentre eles existe um que diz o seguinte:

Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que, esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo também que tenha amigos, ainda que maus e inconseqüentes. Que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha adversários. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se entregue ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que aconteçam no tempo certo.

Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. E que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, ainda, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por pouca coisa.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga Isso é meu, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

* * *

Muitas vezes, desejamos que a vida seja feita apenas de coisas que nos parecem agradáveis, esquecidos de que são os obstáculos que nos fortalecem e nos fazem evoluir.

São as responsabilidades que nos pesam aos ombros que nos mantêm com os pés no chão, e as forças contrárias servem de testes para nossa resistência.

Assim sendo, só podemos avaliar o valor das circunstâncias pelas lições que nos deixam depois que passam.

Pensemos nisso!

"Depois, pode ser tarde"

O feriado prolongado era esperado por todos os familiares com grande expectativa. A oportunidade seria boa para o reencontro daqueles que viajariam de cidades distantes em busca do aconchego do lar materno.

Aos poucos iam chegando, trocando abraços de saudade, carinho, novidades...

Ninguém esperava que, na Agenda Divina, aquele dia estivesse marcado para o retorno de um dos familiares, à pátria espiritual. Menos ainda, que fosse um pai e esposo dedicado com pouco mais de quarenta primaveras, aparentemente forte e saudável...

A manhã do primeiro dia do reencontro transcorreu em clima de alegria e descontração. Mas a tarde seria de despedida e dor.

A filha adolescente foi a primeira a encontrar o corpo do pai, já sem vida, estendido sobre a cama.

O desespero do primeiro momento foi comovente. Ela, surpreendida pela cena inesperada, tomou das mãos imóveis do pai, e falou com voz embargada de lágrimas doloridas: "paizinho, você sabe o quanto eu o amo, pois eu nunca deixei de lhe dizer isso todos os dias... e eu também sei que você me ama, porque sempre ouvi isso de você. Valeu pai!"

A cena era comovedora...

Mas, a jovem, agora abraçada à mãezinha que também chorava discretamente, aos poucos foi relembrando os vários momentos de alegria vividos juntos, e buscou fixar-se na certeza da imortalidade da alma, que aprendeu desde a infância.

***

Fatos como esse acontecem diariamente e continuarão acontecendo. A morte não se faz anunciar e chega sempre sorrateira.

O que muda é apenas a situação dos corações que partem e dos que ficam.

Será que você poderia dizer, como a jovem da nossa história, a um ser querido que partisse agora, que ele sabe o quanto você o ama?

Será que, se você partisse agora, seus amores saberiam que você os ama? Você costuma dizer isso a eles?

Geralmente, porque pensamos que nunca chegará a nossa vez, nem a vez dos nossos de fazer a viagem de volta à pátria espiritual, deixamos para depois tantas coisas que poderiam ser feitas hoje.

São tantas oportunidades perdidas... tantas ações deixadas para depois....

Deixamos de dizer-lhes o quanto eles são importantes em nossa vida...

Adiamos a oportunidade de resolver uma pequena desavença que poderia ser resolvida agora.

Deixamos para mais tarde o abraço de ternura que nunca tivemos a ousadia de dar... O perdão de um pequeno deslize cometido pelo ser que admitimos amar, mas não confessamos em voz alta.

Deixamos passar a oportunidade de dar a atenção que deveríamos dar agora...

Adiamos para depois a vivência de momentos de alegria e descontração junto daqueles que fazem a nossa felicidade.

Se você estava esperando para depois, não perca mais tempo! Vá ao encontro dos seus amores e não poupe afeto nem palavras de carinho.

Pense nisso!

Quase sempre, o depois nos surpreende sem que tenhamos tempo de dizer as coisas boas que gostaríamos de dizer.

A maioria das pessoas só se decide por falar dos seus sentimentos nobres, depois que os ouvidos dos entes queridos já se fecharam para a vida física.

Ou, ainda, esperam para dizer depois que os lábios físicos já não atendem mais aos impulsos do cérebro.

Por tudo isso, não espere para depois, porque o depois pode chegar demasiado tarde.

Pense nisso! Mas, pense agora!

"Declarar Amor"

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

"De hoje em diante"

Você já traçou, alguma vez, um plano de felicidade ainda que por apenas um dia?

Pois uma pessoa nos enviou um plano que trará dias muito felizes para quem o seguir.

Ela se propôs ao seguinte:

De hoje em diante, todos os dias, ao acordar, direi: eu hoje vou ser feliz!

Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade.

Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza, gratuitamente.

Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de observar a beleza das árvores, das flores, da relva, da natureza em geral.

Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.

Não vou julgar os atos dos meus semelhantes e vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém só para dizer que estou com saudades.

Reservarei alguns minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir.

Não vou lamentar nem amargar as injustiças, mas vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.

Terei sempre em mente que o tempo passado não volta mais e vou aproveitar bem todos os minutos.

Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não posso fazer nada.

Não vou sofrer pelo que não tenho e que gostaria de ter, e buscarei ser feliz com o que possuo. E o maior bem que tenho é a própria vida.

Vou lembrar de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém.

Vou fazer algo por alguma pessoa sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de vê-la sorrir.

Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, e dedicar uns minutos para pensar em Deus, assim ele saberá que está sempre em meu coração.

Vou procurar transmitir um pouco de alegria aos outros, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.

E, quando a noite chegar, eu vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer aos anjos e a Deus, porque hoje eu fui feliz!

Sem dúvida esse é um roteiro traçado por alguém que deseja realmente conquistar a paz de consciência e, por conseqüência, a felicidade.

E nós podemos até dizer que tudo isso é muito difícil de alcançar, mas uma coisa é certa: é bem simples.

A única coisa que precisamos, é ter vontade. E para acionar a vontade, basta querer.

***

Existe uma pessoa, e somente uma, capaz de fazer você feliz.

Se você deseja conhecê-la, fique em frente ao espelho e diga: olá!

No espelho você verá a pessoa responsável pelo seu destino.

Você é herdeiro de si mesmo.

Seus atos lhe pertencem.

E a sua felicidade espera pela sua decisão.

Pense nisso!


"Decisão acertada"

É comum se ouvir falar a respeito do altruísmo do amor materno e do que é capaz, quando se trata de preservar a vida ou a felicidade dos filhos.

O caso de Michelle é um desses. Ela, o marido e o filho de seis anos, haviam acabado de se mudar para a casa dos seus sonhos.

Estilo colonial, cinco quartos, terreno espaçoso.

O menino começara a freqüentar o Jardim de Infância e a ocasião era ideal para ter um segundo filho.

Nos seus 6 anos, James acreditava que Deus ouvira suas preces e um irmão ou irmã estava a caminho.

Tudo era esperança e alegria, até o médico suspeitar da existência de um tumor na mama direita de Michelle.

Ela só conseguia pensar: Eu vou morrer. Eu quero ficar com o meu filho. Eu não vou contar aos meus pais que tenho câncer.

O diagnóstico veio após três biópsias e uma ultrassonografia.

O tumor tinha menos de um centímetro e era receptor de estrogênio positivo.

O que deveria ser uma vantagem, no caso de Michelle, grávida, significava que ele se alimentaria da maior quantidade possível de estrogênio em sua corrente sangüínea.

Quer dizer: ele cresceria com acelerada rapidez.

A especialista a quem foi encaminhada aconselhou que ela interrompesse a gravidez.

Isso lhe permitiria extirpar o tumor e se submeter à quimioterapia. Ela poderia voltar a engravidar em cinco anos.

Por que tirar o meu bebê? Pensava Michelle.

Por que devo eliminar meu filho para eu viver?

Por que não posso optar por uma mastectomia e ficar com meu bebê?

Finalmente, para desespero de seu marido e de sua irmã, que acompanhava o caso, Michelle optou por se submeter a uma mastectomia.

Ela poderia amamentar seu filho, porque não faria radiação nem quimioterapia.

E encontrou um aliado em sua luta pela vida. Seu obstetra estava disposto a apoiá-la.

Essa decisão significava que não teria que eliminar a vida que pulsava em seu ventre.

E como pulsava.

Quando despertou, após realizada a cirurgia para a retirada total da mama direita, seu marido chorava ao seu lado.

O obstetra entrou e colocou o monitor fetal para escutar as batidas cardíacas do bebê.

Estaria tudo bem com ele? A expectativa era enorme. O silêncio ainda maior.

Então, o monitor disparou e o som das batidas daquele coraçãozinho parecia gritar: Obrigado. Obrigado.

Michael nasceu perfeito e saudável.

Três anos depois, até a dolorosa e demorada reconstituição da mama está superada pela alegria dos filhos e do marido.

Michael é um apaixonado pelo irmão. Abraça-o muitas vezes e diz: James, meu irmão!

Quando Michelle contempla essa cena, sua voz falseia.

Ela recorda que poderia ter perdido tudo isso.

E agradece a Deus por ter feito a correta opção. Por ter atendido ao amor e preservado, embora com grande sacrifício, a sua e a vida de seu filho.

Quando ora a Deus, não somente externa seus agradecimentos, mas especialmente lhe diz:

Obrigada, meu Deus, por eu ter escutado a voz da vida. Obrigada pela minha vida, pela vida de Michael.


"Dar graças por tudo"

O apóstolo Paulo, com sua lucidez inconfundível, recomendou que devemos dar graças a Deus por tudo o que nos acontece, tanto pelas coisas boas como pelas que nos parecem ruins.

Talvez seja por esse motivo que um certo homem agia sempre dessa maneira. Agradecia por tudo, e tinha a certeza de que Deus sempre o protegeria.

Um dia ele saiu em uma viagem de avião. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água.

Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por tê-lo livrado da morte.

Naquele lugar deserto ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Derrubou algumas árvores e com muito esforço construiu uma cabana. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas, que significava proteção.

Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez existissem na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca e mais uma vez agradeceu ao Criador.

Porém, ao voltar para sua humilde cabana, qual não foi sua decepção, ao ver que sua morada estava pegando fogo.

Sentou-se em uma pedra chorando e dizendo em prantos:

"Deus! Como é que o senhor podia deixar isto acontecer comigo? O senhor sabe que eu preciso muito desta cabana para me abrigar, e a deixou se acabar em cinzas. Deus, o senhor não tem compaixão de mim?"

Naquele mesmo instante uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:

"Vamos rapaz?"

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado dizendo:

"Vamos logo rapaz, nós viemos buscá-lo"

"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?", Falou o homem surpreso.

"Ora, amigo, falou o marinheiro, vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."

Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria são e salvo de volta para os seus queridos.

Já em segurança, o homem agradeceu uma vez mais a Deus e pediu perdão pela falta de confiança na sua providência e misericórdia.

***

"Em qualquer dificuldade recorda o poder da oração e roga inspiração ao Céu, realizando sempre o melhor para que o melhor se faça em ti e através de ti, sem esqueceres que todo apelo encontra resposta, conforme o merecimento de quem pede e a forma como pede.


"Definir o amor"

Definir o amor é limitá-lo, encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas.

O que é o amor?

Esta pergunta foi feita para um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia.

E ninguém melhor do que uma criança, e a pureza de seu coração, para tentar explicar o que é o amor...

"O amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos da pessoa." Mathew, 6 anos.

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite." Rebecca, 8 anos.

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo." Tommy, 6 anos.

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente." Billy, 4 anos.

"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela." Chrissy, 6 anos.

"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai, e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele." Danny, 6 anos.

"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo, e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda!" Samantha, 7 anos.

"Há dois tipos de amor: o nosso e o amor de Deus. Mas o amor de Deus junta os dois." Jenny, 4 anos.

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford!" Chris, 8 anos

"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo." Cindy, 8 anos.

"Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você!" Karen, 7 anos.

Temos muito que aprender com as crianças, sim. E muito mais a aprender com o amor, e sobre ele.

Pequenos gestos, grandes sacrifícios anônimos, olhares, sorrisos - tudo faz parte deste universo sem fim chamado amor...

*** O amor é um sentimento, mas também um estado de espírito.

Ele é uma busca, mas também é o caminho a seguir.

Ele é um objetivo, porém também o meio mais sublime de se alcançar.

O amor é alimento, consolo, passado e futuro.

É presente no tempo e no gesto de se dar.

É a maior descoberta da vida. É a maior bênção da vida.

E se a fé poderá mover montanhas inteiras, o amor então terá o poder de construir cordilheiras...


"Decepções"

ocê já teve alguma decepção na vida?

Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.

Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.

Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos de confiança e amor.

Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que, de um momento para outro, passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...

Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história... que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.

Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.

Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão.

Assim, vale a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.

Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores também não são perfeitos.

E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos disseram que seriam eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções.

Nós é que queremos que sejam como os idealizamos.

Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido.

Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.

Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento.

Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.

A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão à nossa frente.

E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém.

Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.

Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.

Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.

Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar... Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões.

* * *

Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.

Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.

Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.

Mas, seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu caminho.

Seja você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao seu lado.

"A dor em nossas vidas"

Você já parou para pensar na razão da existência da dor, do sofrimento, em nossas vidas?

Talvez num daqueles momentos de extrema angústia, em que o coração parece apertar forte, você tenha pensado em Deus, na vida, e gritado intimamente: por quê?!

Os benfeitores espirituais vem nos esclarecer que a dor é uma lei de equilíbrio e educação.

Léon Denis, reconhecido escritor francês, em sua obra "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", esclarece que o gênio não é somente o resultado de trabalhos seculares; é também a apoteose, a coroação de sofrimento.

De Homero a Dante, a Camões, a Tasso, a Milton, todos os grandes homens, como eles, têm sofrido.

A dor fez-lhes vibrar a alma, inspirou-lhes a nobreza dos sentimentos, a intensidade da emoção que souberam traduzir com os acentos do gênio, e que os imortalizou.

É na dor que mais sobressaem os cânticos da alma.

Quando ela atinge as profundezas do ser, faz de lá saírem os gritos sinceros, os poderosos apelos que comovem e arrastam as multidões.

Dá-se o mesmo com todos os heróis, com todas as pessoas de grande caráter, com os corações generosos, com os espíritos mais eminentes. Sua elevação mede-se pela soma dos sofrimentos que passaram.

Ante a dor e a morte, a alma do herói e do mártir revela-se em sua beleza comovedora, em sua grandeza trágica que toca, às vezes, o sublime, e o inunda de uma luz inapagável.

A história do mundo não é outra coisa mais que a sagração do espírito pela dor. Sem ela, não pode haver virtude completa, nem glória imperecível.

Se, nas horas da provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, em nosso "eu", em nossa consciência, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.

A dor é um dos meios de que Deus se utiliza para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, nos tornar mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual, única duradoura.

É, pois, realmente pelo amor que nos tem que Deus envia o sofrimento.

Fere-nos, corrige-nos como a mãe corrige o filho para educá-lo e melhorá-lo; trabalha incessantemente para tornar dóceis, para purificar e embelezar nossas almas, porque elas não podem ser completamente felizes, senão na medida correspondente às suas perfeições.

A todos aqueles que perguntam:

para que serve a dor? A sabedoria divina responde:

para polir a pedra, esculpir o mármore, fundir o vidro, martelar o ferro.

***

A dor física é, em geral, um aviso da natureza, que procura preservar-nos dos excessos. Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos até o ponto de os destruirmos antes do tempo.

Quando um mal perigoso se vai insinuando em nós, que aconteceria se não lhes sentíssemos logo os efeitos desagradáveis? Ele nos invadiria cada vez mais, terminando por secar em nós as fontes de vida.

É assim que, em nosso mundo, para o nosso crescimento, a dor ainda se faz necessária.

"Erro feminino"

Eram quatro mulheres. Conversavam, de forma distraída, enquanto aguardavam a consulta médica. Em certo momento, detalhando episódios de suas vidas, passaram a falar, cada qual, do maior erro cometido.

Surgiram situações diversas e antagônicas e cada uma delas acreditava ter sido o que estava apresentando o seu maior erro.

Contudo, o maior erro de suas vidas elas estavam realizando ali, naquele momento, em pleno consultório médico: todas fumavam.

Tragavam com volúpia e pareciam se deliciar ao formar arabescos com a fumaça, em pleno ar.

De uns tempos para cá, a mulher tem se exposto a doenças que, anteriormente, com menos frequência a alcançavam. Tal, por exemplo, a morte por enfarte e vários tipos de câncer.

Quando a mulher está grávida, aumenta a dimensão do erro desde que, quando a gestante fuma, o feto também fuma, passando a receber substâncias tóxicas que, através da circulação materna, atravessam a placenta.

Com o uso do cigarro, ocorre aumento do risco de abortamento, sangramentos e outras complicações. Com mais frequência, o parto da mulher fumante complica, sofrendo ainda risco de apresentar descolamento prematuro da placenta e ruptura da bolsa.

O risco de morte súbita infantil também aumenta de acordo com o número de cigarros consumidos na gravidez.

Em geral, em maior proporção se dá o nascimento de crianças com menor peso e menos comprimento, nas mães fumantes, bem como o risco de o bebê nascer com defeitos congênitos.

Além de a si mesmas agredirem, destruindo a maquinaria física, agridem e muito o bebê, com repercussão para a sua vida.

Fumar durante a gravidez compromete a inteligência da criança, sendo menor o rendimento intelectual dos filhos de mães fumantes.

Erro grave ainda comete a mulher que amamenta e fuma, pois a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

E o que dizer do risco de crianças pequenas contraírem infecções respiratórias, como bronquite, pneumonia e complicações de asma, quando elas são obrigadas a viver em ambientes poluídos pela fumaça do cigarro?

Com certeza, é grave o erro feminino de se entregar ao vício do tabaco, destruindo-se, e complicando, muitas vezes, a vida daqueles pelos quais é responsável.

* * *

O fumo é causa de redução da vida de um fumante de 5 a 8 anos. Isto, perante as Leis Divinas, pode ser considerado suicídio indireto.

O tabagismo é um dos maiores problemas da saúde pública.

A mulher fumante que engravida e abandona o vício, para preservar a integridade física do bebê em formação, afirma com sua atitude sua capacidade de amar.

"Amor em desequílibrio"

Hoje em dia os modelos de educação são tantos e tão complexos, que grande parte dos pais já não sabe mais qual a maneira eficaz para se obter um bom resultado na orientação dos seus filhos.

Há pais que aderiram ao modelo de uma educação dita liberal, de liberdade sem responsabilidade. Mas esse modelo provou sua ineficiência criando uma geração de pequenos tiranos, causadores de infelicidade e dor para seus genitores.

Outros pais resolveram educar os filhos para se prevenir contra tudo e contra todos. E surgiu uma geração violenta e cruel, capaz de esmagar até mesmo os colegas de classe e os professores.

Essa demonstração tácita do amor em desequilíbrio tem infelicitado pais e filhos que lhes caem nas armadilhas danosas.

Assim, aos pais de boa vontade, relacionamos algumas atitudes que devem ser evitadas para que se possa alcançar uma educação eficaz, promovendo o ser e elevando-o moralmente.

1º achar que os filhos têm sempre razão, sem lhes reconhecer as falhas, supondo-os isentos de quaisquer defeitos e com isso incentivá-los à arrogância da falsa superioridade e ao desprezo da virtude.

Ou num outro extremo, censurá-los por tudo e a cada instante, deixando neles marcas de insegurança interior e de complexos de inferioridade.

2º manter as crianças e os adolescentes longe de quaisquer problemas por que a família passe, para apenas votá-los à convivência de brinquedos e festas, amolecendo-lhes a capacidade de resistência com a qual terão de enfrentar a dura, mas necessária, realidade da vida.

3º satisfazer cada capricho infantil, jamais negando algo e assim desenvolver a ambição desmedida e a absoluta falta de firmeza e coragem no adulto de amanhã.

4º aconselhar sempre o revide e a intransigência, observando que perdoar e pacificar é próprio dos tolos, afastando, desse modo, a alma infantil de qualquer tendência à compaixão.

5º querer deixar aos descendentes, acima de tudo, o bem-estar amoedado, que pode se esvair, ao sopro de qualquer adversidade, ao invés de lhes transmitir a herança da cultura e da virtude, tesouros que as traças jamais poderão roer...

6º desejar moldar os filhos segundo a própria imagem, numa reprodução de si, não lhes respeitando as inclinações da personalidade.

7º acostumá-los a menosprezar empregados e subordinados que lhes devem obedecer a todos os caprichos e incentivá-los à bajulação e ao servilismo dos socialmente bem colocados, distorcendo assim a escala de valores da criança e do jovem que não saberá ver seres humanos em parte alguma, mas apenas objetos descartáveis da própria ambição.

A obra da educação exige amor, mas exige também equilíbrio e lucidez.

É preciso aliar energia e doçura, verdade e ternura, confiança e dinamismo para que os educandos sintam que seus educadores desejam alçá-los aos altiplanos da vida, da felicidade plena, sem ilusões nem fantasias.

***

Educar é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo, e orientar com Jesus é curar todas as chagas do Espírito eterno.

"As forças do amanhã"

Ninguém vive só.

Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.

Nossos atos possuem linguagem positiva.

Nossas palavras influenciam à distância.

Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.

Ações e reações caracterizam-nos a marcha.

Assim, é necessário saber que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.

Nossa conduta é um livro aberto que denuncia nossa condição interior.

Muitos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.

Quantas frases, aparentemente inexpressivas, que saem da nossa boca e estabelecem grandes acontecimentos.

A cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.

Dirigentes arrastam dirigidos.

Administrados inspiram administradores.

Qual caminho nossa atitude está indicando?

Um pouco de fermento leveda toda a massa.

Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.

Cuidado, pois, com o alimento invisível que você fornece às vidas que o rodeiam.

Em momentos de indignação, uma palavra mal colocada pode ser o estopim para induzir o próximo ao cometimento de desatinos de conseqüências irreversíveis.

Um comentário maldoso talvez se multiplique ao infinito, causando na vida alheia dores e humilhações intensas.

O pai que não cumpre os compromissos assumidos com os filhos pode suscitar neles a idéia de que não é importante manter a palavra dada.

Esse exemplo negativo pode multiplicar-se por gerações.

O chefe que não assume a responsabilidade pela orientação que dá aos subordinados instala a desconfiança em sua equipe.

Em momentos de crise, a ausência de coesão no ambiente de trabalho pode levar uma empresa à falência, em prejuízo de toda a coletividade.

Por outro lado, comentar as virtudes de alguém que cometeu um pequeno deslize talvez faça cessar a maledicência.

Em momentos de distúrbio, quem consegue manter o equilíbrio e a paz, exteriorizando isso mediante atos e palavras, faz murchar a insânia dos demais.

Não raro tal conduta provoca um generalizado constrangimento, pela imediata e coletiva percepção do equívoco em que se incidia.

Não há nada como a grandeza alheia para fazer o homem perceber sua própria pequenez.

Defender corajosamente os mais fracos quiçá tenha o condão de motivar outras pessoas a também protegerem os desvalidos.

Manter-se honesto e íntegro, mesmo em face das maiores tentações, talvez seduza outros para a causa do bem.

A visão da generosidade em franca atividade é um grande consolo, em um mundo onde o egoísmo grassa.

Por se afigurar admirável a prática de virtudes, há tendência de alguém genuinamente virtuoso ser admirado e imitado.

Nosso destino se desdobra em correntes de fluxo e refluxo.

As forças que exteriorizamos hoje, potencializadas pelos atos que inspiramos, voltarão a nossa vida amanhã.

Desse modo, nunca é demais prestar atenção no testemunho que damos. Será nossa presença um fator de equilíbrio no mundo?

Por força da Lei de Causa e Efeito, que opera no Universo, recebemos o que damos.

Se desejamos paz, compreensão e conforto, devemos oferecê-los ao próximo, por meio de nossos sentimentos, atos e palavras.

Pensemos nisso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"A maior dor"

Qual é a maior dor?

Você já pensou nisso?

Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo.

Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado.

É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. É ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é o resultado da nossa negligência.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista.

É não ter um amigo telefonando só para dizer "olá".

É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração.

O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos ajudar a reerguer o nosso ânimo.

É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas tristezas.

Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve quando alguém nos dá atenção.

É bem possível que esse jovem tenha tido seus motivos para escrever o que escreveu.

Todavia, em nenhum momento deve ter pensado naqueles que o rodeavam.

Se pudesse sentir a dor de um coração de mãe dilacerado ante o corpo sem vida do filho amado...

Se pudesse experimentar o sofrimento de um pai que tenta, em vão, saber do filho morto o que o levou a tamanho desatino...

Se sentisse o desespero de um irmão que busca resposta nos lábios imóveis do ser que lhe compartilhou a infância...

Se pudesse suportar, ainda que por instantes, a dor de um amigo sincero a contemplar seus lábios emudecidos no caixão, certamente mudaria seu conceito sobre a maior dor.

Se você pensa que está passando pela maior dor que alguém pode experimentar, considere o seguinte:

Uma mãe que chora sobre o corpo do filho querido que foi alvo das bombas assassinas, em nome das guerras frias e cruéis.

Uma criança debruçada sobre o corpo inerte da mãe atingida por granadas mortíferas.

Um órfão de guerra que é obrigado a empunhar as mesmas armas que aniquilaram seus pais...

Um pai de família que assiste o assassinato dos seus, de mãos amarradas.

Enfim, pense um pouco nessas outras dores...

Pense um pouco nos tantos corações que sofrem dores mais amargas que as suas.

E se ainda assim você estiver certo de que a sua dor é maior, lembre-se daquela mãe que um dia assistiu a crucificação do filho inocente, sem poder fazer nada.

Lembre-se também daquele que suportou a cruz do martírio mas não perdeu a confiança no pai, que tudo sabe.

E se ainda assim você achar que é o maior dos sofredores, considere que talvez o egoísmo esteja prejudicando a sua visão.

Pense nisso!

Descobrir qual é a maior dor, é muito difícil.

Mas a maior decepção é fácil de deduzir.

É a daqueles que se suicidam pensando que extinguirão a vida e com ela todos os problemas.

Esses saem do corpo, mas, indubitavelmente, não saem da vida e, muito menos, acabam com os problemas.

Portando, por mais difícil que esteja a situação, nunca vale a pena buscar essa porta falsa, chamada suicídio.

É importante lembrar sempre:

por mais escura e longa que seja a noite, o sol sempre volta a brilhar.

E por mais que pensemos estar na solidão, temos sempre conosco um amigo fiel e dedicado que jamais nos abandona: o Meigo Rabi da Galiléia.


"Não fuja do dever"

odo ser humano enfrenta períodos difíceis em sua vida.

Há momentos em que a esperança parece desaparecer no horizonte.

Nessas oportunidades, todos os sonhos e planos periclitam.

A harmonia familiar, tão cuidadosamente construída, sucumbe a brigas.

A carreira, tratada com o máximo carinho, passa a ser motivo de tormento.

A saúde, habitualmente vigorosa, torna-se frágil e vacilante.

Amigos de longa data se afastam por conta de desentendimentos fortuitos.

Muitas vezes é possível identificar uma falha no próprio comportamento que desencadeou a catástrofe.

Uma leviandade, uma palavra mal posta, falta de dedicação ou de carinho podem ter levado à desarmonia.

Nesses casos, torna-se evidente o que deve ser corrigido, a fim de evitar novas crises.

Mas às vezes não há causa visível para uma tragédia que se abate.

É o trabalhador dedicado e honesto que se torna desempregado.

O marido fiel e atencioso traído pela esposa.

O filho amado e cercado de atenção que sucumbe às drogas e causa infinitas aflições aos pais.

A amizade antiga que termina por conta de fofocas.

Em outras oportunidades, a vida parece exigir uma quota muito grande de esforços.

A doença de um familiar consome vastos recursos financeiros.

Além disso, o doente exige atenção e cuidados constantes.

A manutenção de um negócio torna-se árdua e pouco rentável.

O patrão revela-se exigente e avaro.

Trabalhar converte-se em uma penitência.

A união da família só se mantém a custo de inauditos esforços.

Entre incompreensões e dificuldades, a tarefa parece hercúlea.

Muitas vezes, há uma saída fácil.

Em outras, isso não ocorre.

Perante um familiar doente, um filho drogado, o único emprego disponível que se torna árduo, o que fazer?

Em tais situações, tem-se um regime severo imposto pela vida.

Se não há causas identificáveis na presente existência, elas se encontram no passado.

O destino das criaturas não é regido pelo acaso.

Em face de situações inelutáveis e graves, não se sinta uma vítima.

Pense que você está tendo oportunidade de redimir-se perante sua própria consciência.

O sacrifício atual representa a liberação de uma antiga dívida.

O familiar que reclama atenção e cuidados pode ter sido outrora levado por você ao vício e à degradação.

Ajudá-lo hoje não representa um favor, mas a reparação de um erro.

Talvez o chefe insensato tenha sido um explorado servo seu no pretérito.

Se ele não teve a força necessária para superar o episódio, cabe a você entendê-lo e desculpá-lo.

Os recursos financeiros que hoje lhe faltam devem ter sido esbanjados outrora.

Seja digno em face das dificuldades que a vida lhe apresenta.

Elas correspondem às suas exatas necessidades de aprendizado e reparação.

Não pense em abandonar o barco, em fugir do dever.

As leis divinas não podem ser burladas. Elas sempre dão o justo retorno ao mérito e aos equívocos.

Se alguém o trair ou prejudicar, perdoe.

Aja com grandeza e feche o ciclo da dor.

Aprenda a viver e a servir com alegria, mesmo por entre dificuldades.

Para seguir adiante é preciso acertar-se com o passado.

"Construindo pontes"

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado.

Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

Pense nisso!

As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

"Vidas sem rumo"

Era um sábado de sol e uma família aproveitava o início do verão para fazer um passeio diferente.

Informados de que uma ilha, situada à meia hora de barco do litoral, era um lugar agradável e belo, não hesitaram.

O pai comprou as passagens de barco, a mãe arrumou as crianças e chamou a vovó para compartilhar do passeio.

Nas mãos uma mochila com alguns apetrechos de praia para garantir um dia tranqüilo.

E só.

Não se informaram sobre o que realmente encontrariam, nem sobre o que deveriam levar para passar o dia.

Não se inteiraram também sobre o que havia para ser visto e se tinha algum tipo de guia no local para facilitar-lhes a empreitada.

Quando desembarcaram não atentaram para os demais passageiros, para onde iriam, ou que rumo tomariam.

Discutiam entre si para decidir o que fariam e, por fim, acabaram tomando uma trilha, dentre as muitas que havia, e caminharam muito, sem saber sequer para onde se dirigiam.

Passaram por pequeninas vilas, cruzaram riachos e pontes, até alcançar uma praia pequena, sem movimento e sem grandes atrativos.

Os mosquitos e o sol inclemente tornaram o passeio ainda mais difícil.

A ausência de um local apropriado para o almoço, para um descanso, também foi motivo de discussão entre os membros da família.

Horas depois de terem desembarcado, o único desejo de todos era retornar ao barco e voltar o mais rápido possível para casa.

Não conseguiam conceber como alguém poderia ter, em sã consciência, recomendado um programa como aquele.

Quando, enfim, conseguiram encontrar o caminho de volta e localizaram o trapiche onde haviam desembarcado, puderam sentar-se à sombra e comprar água fresca para beber.

Todos cansados e irritados, começaram a perceber as pessoas em volta e notaram os comentários que faziam a respeito da ilha.

Uns falavam ter adorado a vista do morro onde ficava o farol.

Mas, de que farol falavam?

Outros diziam que a fortaleza construída há mais de duzentos anos era um espetáculo à parte.

Fortaleza? Onde fortaleza?

Falavam também de praias de águas mansas e transparentes onde as crianças podiam brincar sossegadas.

Onde, afinal, ficavam tais praias?

Quando a família se alojou no barco que a levaria de volta ao continente, pai, mãe, avó e filhos se entreolharam e se deram conta de que haviam desperdiçado o dia.

Perceberam que por falta de planejamento, de diálogo e de cuidado, deixaram de conhecer as belezas daquele lugar, e que haviam sofrido desnecessariamente.

Esboçaram um sorriso sem graça e voltaram para casa em silêncio, pensativos e desapontados.

Muitos também passamos pela vida assim.

Vivemos por viver, sem saber ao certo o que fazer dessa oportunidade abençoada.

Não planejamos nossas condutas e repetimos mil vezes os mesmo erros, insistindo em antigos vícios.

Não sabemos o que queremos alcançar, quem queremos ser, e assim desperdiçamos horas, dias, anos...

Desperdiçamos vida.

Pense nisso!

Quem não sabe aonde pretende ir não chega a lugar algum.

Corre o risco de andar em círculos ou, ainda, de acabar sofrendo riscos e dores desnecessárias.

Planeje, no presente, o seu futuro.

Trace rumos seguros para sua vida.

"Perdoa-te"

Conta-se que, quando Maria de Magdala deixou-se penetrar pela mensagem do Suave Rabi da Galiléia, uma onda de questionamentos lhe invadiu a alma.

Ela, a grande pecadora, que buscava o amor de forma equivocada na tentativa de preencher o vazio da alma, diante da proposta de amor que aquele Homem singular lhe apresentava, pôs-se a meditar e sentiu-se uma mulher em escombros.

Num lindo dia, daqueles em que a brisa da primavera traz consigo o perfume das flores para suavizar os caminhos dos que se debatem pelas estradas terrenas, ela travou um diálogo singular com o Messias de Nazaré.

Abriu seu coração ao Amigo, dizendo que era um trapo de mulher e que seria difícil ser aceita por Deus, já que cometera tantos desatinos. Por onde começar, ou recomeçar?

O Mestre, com o olhar sempre compassivo, apontou pela janela um determinado quadro e lhe perguntou: O que vês lá, minha filha?

Ela observou o quadro e respondeu: Vejo uma casa em ruínas, Senhor.

E então, não vês que ela está recoberta com lindos ramos e flores? Se Deus lança sobre os escombros de uma casa em ruínas as formosas buganvilles, o que não lançará sobre um de seus filhos que queira renovar a paisagem íntima?

Naquele instante, os olhos de Maria se encheram de lágrimas, sinceramente brotadas das profundezas da alma.

Uma onda diferente a invadiu. Era como se um suave perfume penetrasse sua intimidade abrindo um horizonte novo: a esperança nascia.

Revitalizada pelas palavras do Profeta de Nazaré, Maria de Magdala logo deu início à obra de redenção particular.

Entendia agora o que Jesus quis dizer com as flores recobrindo a casa em ruínas. Sentia que era a oportunidade bendita que a Misericórdia Divina lhe oferecia para refazer os caminhos equivocados.

Passou a atender os sofredores, os desalentados, os mortos-vivos corroídos pela lepra.

Nesse ministério, na medida em que aliviava o sofrimento alheio, Deus lhe supria as forças e lhe iluminava a alma.

Foi assim que a mulher equivocada conseguiu superar as dificuldades do caminho, superando-se a si mesma.

Foi assim que Maria de Magdala conseguiu perdoar-se.

Conseguiu empreender a caminhada para a felicidade que Jesus afirmou ser possível a todos, com as palavras: Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-me.

Ela negou-se a si mesma, esqueceu as carências e apostou tudo na felicidade que haveria de vir logo mais. E conseguiu seu intento.

* * *

Se, às vezes, você se sentir como se estivesse em escombros, lembre-se da afirmativa de Jesus: Se Deus recobre com flores perfumadas uma casa em ruínas, o que não lançará sobre um de Seus filhos que queira mudar a paisagem íntima?

Deus nos oferece sempre uma nova chance de acerto. Enfeita a nossa vida com as belezas naturais. Permite o perfume das flores, o canto dos pássaros, a amizade sincera, a companhia dos afetos.

A nós só resta a decisão firme de mudar a nossa paisagem interior.

Assim sendo, roguemos a Deus que nos sustente as forças e comecemos, sem demora, essa nobre empreitada.

"Advinha quanto eu te amo"

Era hora de ir para a cama, e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai.

Depois de ter certeza de que o papai coelho estava ouvindo, o coelhinho disse: "adivinha o quanto eu te amo!".

"Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar" - respondeu o coelho pai.

"Tudo isto" - disse o coelhinho, esticando os braços o mais que podia.

Só que o coelho pai tinha os braços mais compridos, e disse: "e eu te amo tudo isto!"

"Hum,isso é um bocado" pensou o coelhinho.

"Eu te amo toda a minha a altura" - disse o coelhinho.

"E eu te amo toda a minha altura" - disse o coelho pai.

"Puxa,isso é bem alto, pensou o coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim".

Então o coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta-cabeça apoiando as patinhas na árvore, e gritou: "eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés, papai!"

"E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés" - disse o coelho pai balançando o filho no ar.

"Eu te amo toda a altura do meu pulo!", riu o coelhinho saltando de um lado para outro.

"E eu te amo toda a altura do meu pulo" - riu também o coelho pai, e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.

"Isso é que é saltar; pensou o coelhinho. Bem que eu gostaria de pular assim."

"Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio" - gritou o coelhinho.

"Eu te amo até depois do rio, até as colinas." - disse o coelho pai.

"É uma bela distância pensou o coelhinho." Mas, àquela altura já estava sonolento demais para continuar pensando.

Então, ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite e concluiu: nada podia ser maior que o céu.

"Eu te amo até a Lua!" - disse ele, e fechou os olhos.

"Puxa, isso é longe" - falou o papai coelho - "longe mesmo!"

O coelho pai deitou o coelhinho na sua caminha de folhas, inclinou-se e lhe deu um beijo de boa-noite.

Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo: "eu te amo até a Lua... ida e volta!"

E você, já disputou alguma vez com seu filho quem gosta mais um do outro?

Geralmente as disputas são em torno de questões como quem joga futebol melhor, quem corre mais, quem vence mais etapas no vídeo game, quem coleciona mais troféus, etc.

A vida atarefada, o corre-corre, os inúmeros compromissos, por vezes nos afastam das coisas simples como sentar na cama ao lado do filho e lhe contar uma história, enquanto o sono não vem.

Acariciar-lhe os cabelos, segurar suas mãozinhas pequenas, fazer-lhe companhia para que se sinta seguro.

Deitar-se, sem pressa, ao seu lado quando ele vai para a cama, falar-lhe das coisas boas, ouvir com ele uma melodia suave para espantar os medos que tantas vezes ele não confessa.

Falar-lhe do afeto que sentimos por ele, do quanto ele é importante em nossa vida. Dizer-lhe que um anjo bom vela seu sono e que Deus cuida de todos nós.

E se você pensa que isso não é importante, talvez tenha esquecido das muitas vezes que arranjou uma boa desculpa para se aconchegar ao lado do pai ou da mãe, nas noites de temporal...

***

Se, às vezes, é difícil se aproximar de um filho rebelde, considere que a sua rebeldia pode ser, simplesmente, um apelo desajeitado de alguém que precisa apenas de um colo seguro e um abraço de ternura.


"Se Não Houver Amanhã"

Sabe, eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi lhe dizer, hoje, o quanto você é importante para mim, porque quando acordei pela manhã, uma pergunta ressoava na acústica de minha alma: “e se não houver amanhã?”

Então hoje eu quero me deter um pouco mais ao seu lado, ouvir suas idéias com mais atenção, observar seus gestos mais singelos, decorar o tom da sua voz, seu jeito de andar, de correr, de abraçar.

Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é sua comida preferida, a música que você mais gosta, a sua cor predileta...

Hoje eu vou observar seu olhar, descobrir seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.

Porque, se não houver amanhã... Eu quero ter gravado em minha retina o seu sorriso, seu jeito de ser, suas manias...

Hoje eu quero fazer uma prece ao seu lado, descobrir com você essa magia que lhe traz tanta serenidade, quero subir aos céus com você, pelos fios invisíveis da oração.

Hoje eu vou me sentar com você na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao seu, em silêncio... E sem pressa.

Hoje eu vou lhe pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.

Sabe, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... o hoje é presente.

Assim, se não houver amanhã eu quero descobrir hoje qual é a flor que você mais gosta e lhe ofertar um belo ramalhete.

Quero conhecer seus receios, lhe aconchegar em meus braços e lhe transmitir confiança...

Hoje, quando você for se afastar de mim, vou segurar suas mãos e pedir para que fique um pouco mais ao meu lado.

Sabe, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.

Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muito remorso e sofrimento.

Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, você saberá tudo o que sinto por você e saberei também o que você sente por mim.

Nada ficará pendente...

Quero registrar na minha alma cada gesto seu.

Quero gravar em meu ser, para sempre, o seu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei você comigo, mesmo estando temporariamente separados.

Sabe, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer a você o quanto você é importante para mim.

Seja você meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, você vai saber hoje, o quanto é importante para mim... Porque, se não houver amanhã...

..................................

Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz, mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes.

Hoje significa o seu momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem com você.

Hoje é o melhor período de tempo na direção do tempo sem fim...

"Sorrir"

Superar os óbices da estrada que palmilhamos e transformar nossos destinos para melhor é convite que recebemos todos os dias.

Apesar de parecer que em certos dias não temos forças para cumprir com nossa parte na construção da vida melhor para todos, não duvidemos da Proteção do Mais Alto.

Toda vitória chega paulatinamente, não por atitudes grandiosas que “pisquem em néon”, mas através de pequenas atitudes adotadas perante os desafios. A primeira de que falamos é o sorrir.

O sorriso, desprezado por tantas pessoas, é uma ferramenta valiosíssima em nosso cotidiano.

Importante no viver de toda gente, aquele que sorri cativa mais simpatias, consegue desarmar situações de tensão, supera mais as angústias.

Quem se habitua a sorrir, cultiva o otimismo que serve de combustível para o entusiasmo.

Quem é alegre, aprende a transferir o que tem de melhor para os outros, transpondo os obstáculos com inteira confiança e muito mais...

Não deixe para mais tarde, sorria desde já e experimentará ser feliz. Difícil não se surpreender com os resultados.

"O homem que não se irritava" " Sorrir"


Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.

Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.

Para testa-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.

Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.

Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provoca-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...

Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.

Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.

Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.

Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério.

Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

Pense nisso!

A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma.